Amiga que encontrou galerista morto depôs em júri nos EUA que condenou o ex: ‘É uma dor no peito para sempre’
23/05/2026
(Foto: Reprodução) Tribunal onde foi julgado ex-marido de Brent Sikkema
Reprodução
A advogada e amiga do galerista Brent Sikkema, que achou o corpo dele no Jardim Botânico, no Rio, viajou para Nova York para testemunhar no julgamento do ex-marido de Sikkema e relata a experiência como "um processo de luto e trauma muito difícil". Daniel Sikkema foi condenado pela morte do ex, assassinado a facadas em janeiro de 2024.
Simone Nunes conta que, durante seu depoimento, Daniel "estava sem reação nenhuma", enquanto ela relatava o que viveu aos prantos.
"Eu era muito amiga do Brent e infelizmente ele faltou nossa reunião e eu fui até lá achando que ele teria perdido o celular. Ao chegar lá, o encontrei morto e essa dor eu carrego até hoje. Ver alguém que amamos morto e depois saber pela polícia que havia sido cruelmente assassinado é uma dor no peito para sempre", relatou ao g1.
Segundo a acusação, Daniel Sikkema contratou Alejandro Triana Prevez para cometer o crime durante um processo de separação conturbado. A Justiça americana concluiu que ele conspirou para planejar e financiar o assassinato de Brent, de 75 anos.
Cubano confessou que assassinou galerista
A expectativa da promotoria, de acordo com Simone, é que a sentença seja de prisão perpétua.
"O desejo que eu tenho é que o filho dele se reconstrua e que Brent finalmente descanse em paz", destaca a amiga.
Ela conta que viveu um momento simbólico ao retornar para o Brasil com as cinzas do amigo em fevereiro de 2024, quando uma borboleta passou dias ao lado da urna, e que uma borboleta também a visitou na manhã desta sexta-feira (22), data em que saiu a decisão pela condenação.
"Ao chegar no Brasil com as cinzas de Brent, hoje na casa havia uma borboleta ao lado das cinzas", conta.
Borboleta ao lado das cinzas do galerista
Arquivo pessoal
Brent Sikkema era um importante galerista de Nova York e fundador da galeria Sikkema Jenkins, conhecida por representar artistas como Vik Muniz e Kara Walker.
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Nesta sexta-feira (22), um júri federal considerou Daniel Sikkema culpado em três acusações relacionadas à conspiração para contratar e pagar um assassino para matar o galerista, que estava passando férias na segunda residência do casal.
Daniel Garcia Carrera, ex-marido de Brent Sikkema
Reprodução/Fantástico
Na ocasião, Daniel havia permanecido em Nova York com o filho do casal, Lucas, hoje com 15 anos.
“Ele encomendou e pagou pelo assassinato do marido, além de manipular amigos para isso”, afirmou a procuradora federal assistente Meredith Foster em sua declaração final ao júri.
A sentença deve ser anunciada na próxima semana, mas a promotoria pediu prisão perpétua.
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Quinze dias após o crime, o cubano Alejandro confessou a autoria do crime. Ele contou que Daniel lhe pagou US$ 9 mil para cometer o crime. A defesa de Daniel nega e disse aos jurados que o pagamento correspondia a valores atrasados por trabalhos realizados.
Segundo o jornal, Daniel não demonstrou emoção quando o veredicto foi lido nem ao ser conduzido para fora do tribunal federal de Manhattan, no Distrito Sul de Nova York. Seu filho não compareceu à leitura do veredicto.
A equipe jurídica dele se recusou a comentar se vai recorrer. Antes do julgamento, seu advogado afirmou que Daniel era inocente.
Atualmente, Prevez está preso no Brasil aguardando julgamento. Procurado após o veredicto, seu advogado declarou:
“O sr. Alejandro Triana acredita que a sentença fez justiça, já que o sr. Daniel foi o mentor do crime e o ameaçou repetidamente para que o assassinato fosse executado.”
O caso teve grande repercussão no Brasil. A Justiça do Rio chegou a pedir que Daniel fosse deportado para responder pelo crime no Brasil. Pouco tempo depois, o caso começou a ser investigado pela polícia americana e pelo FBI.
Brent Sikkema
Divulgação