Militar que saiu do Amapá conta experiência após 23 dias no fronte da guerra na Ucrânia
14/01/2026
(Foto: Reprodução) Rússia usa míssil hipersônico em novo ataque contra a Ucrânia
O sargento Anthonny Kellsons Nascimento da Silva, conhecido como “Nascimento”, deixou o Amapá e hoje atua na linha de frente da guerra na Ucrânia. Ele integra a Advanced Company Group, tropa de elite ligada ao serviço de inteligência ucraniano (GUR), e conta como foi passar 23 dias no fronte em missões de infiltração, resgate e sabotagem.
O conflito, que já dura quase quatro anos, é considerado o mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Na madrugada desta terça-feira (13) um ataque da Rússia na Ucrânia matou quatro pessoas na cidade de Kharkiv. Outras seis pessoas ficaram feridas, afirmaram as autoridades locais. A tropa do sargento não atua na área atingida.
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Nascimento desembarcou na Ucrânia em julho de 2025 como voluntário e iniciou a preparação como recruta. Hoje faz parte da companhia, formada por combatentes estrangeiros.
O militar passou por um treinamento de cerca de dois meses até ser integrado à tropa. Nascimento diz que escolheu a tropa pela disciplina e pela doutrina diferenciada.
“Nos últimos meses participei de missões reais com a equipe Delta, incluindo infiltração, resgate e sabotagem. Passei 23 dias no fronte e vivi uma guerra diferente de todas, adquirindo experiência de combate em vários aspectos. Nossa tropa é conhecida por missões complexas e importantes na guerra da Ucrânia. Hoje me sinto realizado profissionalmente”, relatou.
Nascido no Rio de Janeiro, Thony foi criado em Macapá, cidade de seus pais. Nas redes sociais, se define como “carioca amapaense”. Antes da escolha de partir para o conflito militar russo-ucraniano, ele dividia a sua rotina entre a capital Macapá e a cidade de Oiapoque, no Norte do Amapá.
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Militar que saiu do Amapá para a guerra na Ucrânia
Arquivo pessoal/Reprodução
Rotina de guerra
Ele explica que, fora do fronte, os militares treinam diariamente até receber a missão. “Quem não está no fronte treina todos os dias. Depois, o preparo é direcionado para a missão específica”, disse.
Ele lembra de uma missão em que precisou resgatar um colega ferido durante um bombardeio.
“Tivemos que salvar um militar ferido em meio a drones de artilharia. Apesar da dificuldade, conseguimos concluir a missão”, contou.
A tropa é comandada pelo brasileiro Leanderson Paulino. Nascimento agradece pela oportunidade de integrar o grupo.
Militar que saiu do Amapá para a guerra na Ucrânia
Arquivo pessoal/Reprodução
Carreira militar
Thony possui uma longa trajetória no cenário militar, iniciada em 2014 no Batalhão de Infantaria, no Amapá. Em 2015, ele iniciou o curso de formação de cabo e em 2016 teve a sua promoção ao cargo.
Em 2023, tomou a decisão de atuar na Legião Estrangeira, na França, e começou a se preparar com uma equipe operacional para o Teste de Aptidão Física (TAF). Apesar de aprovado nos testes, não foi selecionado por não se encaixar no perfil exigido.
Depois, morou em Portugal e recebeu o convite de um amigo para lutar na Ucrânia.
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Situação atual da guerra na Ucrânia
A guerra na Ucrânia segue intensa e sem acordo de paz. Nas últimas semanas, a Rússia avançou sobre cidades no sul do país. Ao mesmo tempo, líderes internacionais discutem o envio de tropas e garantias de segurança para tentar encerrar o conflito.
O último ataque registrado nesta madruga deixou mortos em Kharkiv, na Ucrânia, e em outra parte do território, a ofensiva afetou a rede elétrica do país resultando em cortes de energia emergenciais na capital Kiev, afirmou a operadora da rede elétrica Ukrenergo.
Canais ucranianos de monitoramento do Telegram disseram que cerca de 20 mísseis balísticos foram lançados em aproximadamente uma hora durante a madrugada.
A ofensiva também atingiu a cidade portuária de Odessa, no sul do país, onde cinco pessoas ficaram feridas. Em Kryvyi Rih, outros dois civis se feriram.
A guerra começou em fevereiro de 2022, com a invasão russa de áreas próximas a Kiev.
Criado no Amapá é combatente na guerra na Ucrânia
Reprodução/Redes Sociais
Militar que saiu do Amapá para a guerra na Ucrânia
Arquivo pessoal/Reprodução
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