Mulher diz que foi atropelada por ex-sogro porque tentou retirar a cadeirinha da filha do carro
16/03/2026
(Foto: Reprodução) Mulher diz que foi atropelada por ex-sogro ao tentar retirar cadeirinha da filha do carro
A atendente de telemarketing Thalia Martins Batista Ferreira, de 23 anos, que afirma ter sido atropelada pelo ex-sogro em Franca (SP), diz que a discussão começou porque tentou retirar a cadeirinha da filha do carro.
O caso aconteceu na tarde de 8 de março, em uma praça no Jardim Aeroporto I. Thalia estava no local para pegar a menina, de 3 anos, que passou o fim de semana com o pai, que também estava no veículo.
Segundo Thalia, desde a decisão da Justiça que deu a ela a guarda e ao pai da criança o direito de vê-la aos fins de semana, o ex-casal combina um local público para pegar e entregar a filha para evitar brigas.
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"Foi onde começou uma discussão, porque eles alegaram que a cadeirinha era do meu ex-marido, porque foi o meu ex-marido que pagou, foi ele que comprou, então era dele por o direito. Só que isso nunca foi um problema, a gente sempre mandou a cadeirinha, eles sempre devolveram a cadeirinha, porque a cadeirinha ela é da minha filha, foi um bem adquirido durante o matrimônio, mas pertence à minha filha. Minha filha precisa da cadeirinha para andar no carro".
Ainda segundo Thalia, para tentar impedir que o ex-sogro, João Batista Eusébio Ferreira, e o ex-marido, Thiago Eusébio Ferreira, deixassem o local com a cadeirinha, ela se posicionou em frente ao carro e acionou a Polícia Militar.
"O carro já estava ligado e, por uma fração de segundos, ele [o ex-sogro] deu uma ré de uns 30 centímetros de mim e acelerou para cima de mim. Meu corpo é arremessado contra o capô do carro e, em seguida, jogado na rua. Tive um hematoma na coxa esquerda, um ralado no cotovelo esquerdo, bati o quadril e a cabeça, mas, graças a Deus, não deu fratura nenhuma".
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O atual marido de Thalia e a filha dela, que estava no colo do padrasto, viram toda a ação.
"Meu atual marido assistiu a cena com a minha filha de 3 anos no colo, da calçada. Não tinha como ele reagir no momento para impedir. A gente foi até a Delegacia da Mulher, registrei boletim de ocorrência, solicitei medida protetiva tanto contra meu ex-marido quanto meu ex-sogro e fiz o corpo de delito no IML de Franca".
O g1 não conseguiu localizar a defesa de Thiago Eusébio Ferreira e de João Batista Eusébio Ferreira até a última atualização desta reportagem.
Thalia Martins Batista Ferreira, de 23 anos, afirma que o ex-sogro a atropelou por causa de discussão por cadeirinha da filha em Franca (SP)
Arquivo pessoal
Vítima diz que ex-marido pediu para pai acelerar o carro
Câmeras de segurança flagraram a ação, que aconteceu em uma praça no Jardim Aeroporto I, em Franca, na tarde de 8 de março, um domingo, Dia da Mulher.
Thalia afirma que, durante a discussão, quando tentava impedir que o ex-sogro deixasse o local com a cadeirinha no carro, ouviu o ex-marido pedir para o pai acelerar o veículo.
"Meu ex-marido, eu lembro das palavras dele, ele falou 'acelera, pai, vamos embora, acelera'. E meu ex-sogro, sem hesitar, acelerou para cima de mim. Na delegacia, eles alegaram que só haviam esbarrado em mim.
Além de registrar o boletim de ocorrência, Thalia também pediu a revisão das visitas do ex-marido à filha na Justiça.
"A gente deu entrada no processo judicial solicitando a revisão das visitas por conta de não colocar em risco a integridade física e a saúde e o bem-estar da minha filha".
Imagem de câmera de segurança mostra o momento em que a jovem cai sobre o capô do veículo
Câmera de segurança
O trauma do atropelamento alterou a rotina da família. Thalia passou a fazer home office em tempo integral e tirou a filha da creche por medo de sair à rua.
"Qualquer barulho na casa, eu acho que é alguém tentando invadir, fazendo alguma coisa comigo ou com a minha família. O medo é constante. Tenho medo de andar na rua, tenho a sensação de que a qualquer momento aquele carro vai vir para cima de mim. Pelo menos, dentro de casa tenho a segurança de que, se ele entrar, tenho coisas para me defender. Na rua eu não tenho."
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