Pentágono coloca 1.500 soldados de prontidão para possível envio a Minnesota após ameaça de Trump

  • 18/01/2026
(Foto: Reprodução)
Agentes federais detêm manifestante em Saint Paul, Minnesota, em 8 de janeiro de 2026. OCTAVIO JONES / AFP O Pentágono ordenou que cerca de 1.500 soldados do Exército dos Estados Unidos se preparassem para um possível deslocamento a Minnesota, informaram autoridades de defesa ao Washington Post neste sábado (17). Os militares pertencem a dois batalhões de infantaria da 11ª Divisão Aerotransportada, sediada no Alasca e especializada em operações em clima frio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As unidades foram colocadas em estado de prontidão caso a violência no estado aumente. Segundo as autoridades, a medida é considerada um “planejamento prudente”. Ainda não há decisão sobre o envio efetivo das tropas. As informações foram repassadas sob condição de anonimato, já que tratam de planejamento militar sensível. Em nota, a Casa Branca afirmou que é comum o Pentágono se preparar para “qualquer decisão que o presidente possa ou não tomar”. O Departamento de Defesa não comentou. Trump ameaça usar tropas federais contra manifestantes em Minneapolis Trump diz que invocará lei do século XIX A medida surge depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado usar a Lei da Insurreição caso as autoridades do estado não impeçam os manifestantes de atacar agentes de imigração. Trump disse na quinta-feira (15) que, caso os protestos no estado de Minnesota continuem, invocará a Lei de Insurreição para o estado. O mecanismo, de 1807, autoriza o governo a fazer uso das Forças Armadas dentro de solo norte-americano. ➡️ Manifestantes aumentaram os protestos no estado desde que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) mataram a tiros Renee Nicole Good, uma norte-americana de 37 anos que passava de carro em meio a uma manifestação contra a presença do ICE na região. "Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, instituirei a Lei de Insurreição", escreveu Trump em sua rede social Truth Social. No dia seguinte, o presidente moderou o discurso e disse que não havia necessidade de usar o instrumento “neste momento”, mas reforçou que poderia fazê-lo se julgasse necessário. A Lei ou Ato de Insurreição é uma legislação criada em 1807 nos EUA para permitir que o governo envie as Forças Armadas a um estado ou região dentro dos Estados Unidos em caso de insurreição. A medida já foi invocada por presidentes dos EUA para enviar tropas aos EUA em resposta a crises como a ascensão da Ku Klux Klan, logo após a Guerra Civil Americana. A última vez em que a legislação foi utilizada foi em 1992, pelo então presidente George H.W. Bush quando o governador da Califórnia solicitou ajuda militar para reprimir os protestos em Los Angeles após o julgamento de policiais que espancaram o motorista negro Rodney King Protestos em Minneapolis, nos EUA, após imigrante ser baleado por agente do ICE Conflito com autoridades locais As tensões aumentaram após o governo federal intensificar operações de imigração no estado. Desde dezembro, o Departamento de Segurança Interna conduz uma operação que resultou na prisão de centenas de pessoas e em confrontos entre agentes federais e manifestantes. Neste mês, agentes do ICE atiraram em duas pessoas durante uma abordagem: uma cidadã americana morreu e um migrante venezuelano ficou ferido. O governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediram que os protestos permaneçam pacíficos. Walz autorizou a mobilização da Guarda Nacional do estado para apoiar as forças locais, mas, até agora, não determinou seu envio às ruas. Autoridades estaduais também entraram com uma ação contra o governo federal, alegando que a operação viola a Constituição. O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, classificou a ação como uma “invasão federal”. Precedentes e disputas judiciais De acordo com o Washington Post, outras mobilizações militares internas determinadas por Trump já foram questionadas na Justiça. Em um dos casos mais recentes, a Suprema Corte decidiu que o governo não apresentou base legal suficiente para o uso das Forças Armadas em ações de aplicação da lei em alguns estados, citando possíveis violações da Lei Posse Comitatus, que limita o uso de militares em funções policiais. Atualmente, mais de 2.600 integrantes da Guarda Nacional seguem mobilizados em Washington, operação que foi estendida até o fim de 2026. Fotos mostram protestos em Minnesota após agente do ICE atirar e matar Renee Nicole Good AP e AFP

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/18/pentagono-coloca-soldados-de-prontidao-para-possivel-envio-a-minnesota.ghtml


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