Portela 2026: veja o enredo e cante o samba

  • 06/02/2026
(Foto: Reprodução)
Cartaz do enredo da Portela de 2026 Reprodução A Portela é a 3ª escola a sair no domingo (15). O desfile deve começar entre 0h55 e 1h15. O enredo é “O mistério do príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”. Enredo e samba: Portela 2026 O enredo Essa história começa na escuridão, com uma vela acesa cortando o breu. É o Negrinho do Pastoreio que cavalga pelos Pampas, pequeno no corpo, mas grande no destino. Ele corre pelos campos esquecidos do Sul, levando luz para quem perdeu algo, guiando caminhos onde antes só havia silêncio. Sua missão é lembrar o que tentaram apagar. Numa de suas rondas, o Negrinho encontra algo escondido na fumaça da memória: uma coroa. Não é uma coroa qualquer. É pesada de história, feita de dor, luta e realeza negra. Sem saber direito o porquê, ele leva esse achado até Bará, orixá dos caminhos e das encruzilhadas, aquele que guarda começos, meios e recomeços. Bará pede que o Negrinho conte tudo. Então surge a história de um príncipe africano, vindo do Benin. Seu nome era Custódio Joaquim de Almeida, conhecido também como Osuanlele Okizi Erupê. Um homem coroado em sua terra, líder de resistência, que lutou para que seu povo fosse livre. Por isso, foi perseguido e exilado. O destino, revelado no jogo dos búzios, apontou para o Brasil. A travessia foi dura. O mar separou o príncipe de sua terra, mas não de sua coroa invisível. Ele chegou primeiro à Bahia, passou pelo Rio de Janeiro e, levado pelo vento e pela força dos deuses, fincou raízes no Rio Grande do Sul. Ali, nos Pampas, Custódio se tornou uma presença poderosa. Curava, aconselhava, organizava, reunia. Era príncipe dos pobres, rei dos esquecidos, chefe de um povo negro recém-liberto que precisava sobreviver num lugar que fingia não vê-lo. Sua casa era ponto de encontro, seu quintal escondia tambores, sua fé unia o que a violência tinha separado. Por trás das imagens dos santos e das paredes das capelas, o príncipe juntou diferentes nações africanas. Oyó, Jeje, Nagô, Cambinda, Ijexá. Cada uma trouxe seu toque, sua memória, sua dor. Sob um mesmo tambor, eles se reconheceram. Assim nasceu o Batuque, religião do Sul, feita de resistência, de axé e de negritude. Quando Custódio se encantou, sua presença não se perdeu. Ficou nos cruzeiros de Bará, no Mercado, nos terreiros, nas procissões, na Igreja do Rosário. Ficou no som do tambor de sopapo, nos estandartes, nos reinados negros, nas festas que seguem dizendo: nós estamos aqui. Bará então olha para o Negrinho e revela o segredo: a coroa não pertence apenas ao passado. Ela é semente. O príncipe de agora é o próprio Negrinho — e todos os outros que correm com ele. Meninos e meninas negros que carregam a chama da memória, que acendem velas para não deixar a história morrer. É esse Rio Grande africano que a Portela vai mostrar na Avenida. Um Sul negro que abre caminhos para todo o Brasil. Portela vai contar a história do Príncipe do Bará; veja o enredo Cante o samba Autores: Val Tinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena Intérprete: Zé Paulo Sierra Ae Oni Bará! Ae Babá Lodé! A Portela reunida carregada no dendê Sob o céu do Rio Grande Tem reza pra abençoar O príncipe herdeiro da coroa do Bará! É Bará, é Bará… ôô! Quem rege a sua coroa, Bará? É o rei de Sapaktá Alafiá do destino no Ifá! Tem mistério que encandeia Pro batuque começar Sou mistério que encandeia Pra Portela incorporar Vai, Negrinho… vai fazer libertação Resgatar a tradição Onde a África assenta Ó, corre gira, vem revelar O reino de Ajudá O Pampa é terra negra em sua essência Alupo, meu senhor, alupô! Vai ter xirê no toque do tambor Alumia o cruzeiro… chave de encruzilhada É macumba de Custódio no Romper da madrugada Curandeiro, feiticeiro, Batuqueiro precursor Pôs a nata no gongá (ô, iaiá!) Fundamento em seu terreiro Resiste a fé no orixá Da crença no Mercado Ao rito do Rosário Ainda segue vivo o seu legado Portela… tu és o próprio trono de Zumbi Do samba, a majestade em cada ori Yalorixá de todo axé Enquanto houver um pastoreio A chama não apagará Não há demanda que o povo Preto não possa enfrentar Ficha técnica Fundação: 11 de abril de 1923 Cores: 🔵⚪Azul e Branco Presidente de Honra: Vilma Nascimento Presidente: Junior Escafura Carnavalesco: André Rodrigues Direção de Carnaval: Júnior Schall, Higor Machado e Claudinho Portela Intérprete: Zé Paulo Sierra Mestre de Bateria: Vitinho Rainha de Bateria: Bianca Monteiro Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Marlon Lamar e Squel Jorgea Comissão de Frente: Cláudia Mota e Edifranc Alves Enredo e samba: Portela Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2026/noticia/2026/02/06/portela-2026-veja-o-enredo-e-cante-o-samba.ghtml


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