SUS incorpora novo tratamento para pacientes com ELA em estágio inicial

  • 21/07/2026
(Foto: Reprodução)
Comparação entre neurônio motor normal, à esquerda, e de um caso de ELA, à direita. Anatpat/Unicamp O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da edaravona para o tratamento de pacientes adultos com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em estágios iniciais. A decisão foi publicada nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a portaria, as áreas técnicas têm o prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do tratamento na rede pública. A nova terapia é indicada para pacientes com ELA em graus 1 e 2, com duração da doença menor ou igual a dois anos. ➡️A esclerose lateral amiotrófica é uma doença degenerativa que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. Ela causa perda do controle muscular e ainda não tem cura conhecida. Por não haver nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou marcador de precisão para detectar a doença, o diagnóstico costuma ser difícil. São necessários cerca de 11 meses para detectar o problema. Esclerose Lateral Amiotrófica Infografia: Karina Almeida/G1 Agora no g1 Principais sintomas Os primeiros sintomas da doença podem parecer inofensivos, levando tempo até os sinais revelem o potencial do problema. 👉Entre os primeiros sintomas relatados pelos pacientes estão: Problemas para respirar Dificuldades para falar, engolir saliva ou comida Perda de controle da musculatura das mãos ou atrofia muscular da perna No início, o raciocínio intelectual e os sentidos do corpo permanecem normais. Em geral, essas funções vão se deteriorando ao longo do tempo. Após os primeiros sintomas, o paciente tem, em média, uma sobrevida de três anos e meio. Como consequência dos problemas no funcionamento dos músculos da respiração, os pacientes podem ter infecções pulmonares que levam à morte. Estima-se que apenas 10% dos casos de esclerose lateral amiotrófica tenham causas genéticas. A doença é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos e é muito rara a ocorrência em jovens. Tratamentos aprovados pelo SUS Apesar de não haver cura, os tratamentos que existem buscam retardar a evolução da doença. De acordo com o próprio Ministério da Saúde, o objetivo das terapias é aumentar a sobrevida, melhorar a qualidade de vida e controlar os sintomas. Até então, o único tratamento específico aprovado pelo SUS era o uso do riluzol. O medicamento ajuda a retardar a progressão da ELA e aumentar a sobrevida dos pacientes em alguns meses. A incorporação da edaravona vem também para tentar ajudar a diminuir o ritmo de evolução da doença, ainda em estágios iniciais. ➡️Segundo um estudo publicado na revista científica "The Lancet", em 2022, o fármaco pode aumentar em cerca de seis meses a sobrevida de pacientes. Além disso, no grupo analisado, ele foi capaz de reduzir o risco de morte.

FONTE: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/07/21/sus-incorpora-novo-tratamento-para-pacientes-com-ela-em-estagio-inicial.ghtml


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